Imortalidade da Troca de Cartas


“Uma carta sempre me pareceu como a imortalidade. Ela é a mente isolada, sem um amigo de corpo.” – EmilyDickinson

Quantas pessoas você conhece hoje em dia que trocam cartas? No método mais antigo do mundo de estabelecer contato? Eu sei que pode parecer raro a troca de cartas e postais, mas estou aqui para te mostrar o contrário!

Ainda que a modernidade tenha tomado conta da nossa rotina e papel e pena tenham sido tristemente substituídos por @’s o impacto da comunicação escrita trocada por duas pessoas, através de cartas e postais, é muito mais profundo quando comparado ao modelo de troca higt-tech.

A explicação para isso talvez esteja na atenção ou no valor da experiência de quem recebe a mensagem, mas verdade seja dita, não há algoritmos que supere os tradicionais meios de conversa, troca e conexão.

Cartas criam memorias duradouras, mostram o quanto você se importa, fazem para quem envia e para quem se destina, dão sentido as palavras e vida as emoções, elas despertam nossa criatividade, horam uma tradição ... há quase algo de sagrado ao se comunicar na forma como as gerações antes de nós fizeram e elas são eternas!

Não é à toa que dizem a respeito dos escritores: escrever um livro é tirar um pedaço de si.

Trocar cartas é enviar um pedacinho de si ao mundo, transmitir um legado, dividir uma paixão.

Desde 2002 esse é meu “passa tempo”, uma paixão que toma cada vez mais espaço na minha vida. Expatriada na Provença desde então, esse foi o meio, numa época deserta de tecnologia e sem muito conhecimento da língua francesa, que encontrei, na forma mais antiga de troca, um meio de me conectar e fazer amigos mundo a fora.

Receber cartas me ajudou a pertencer, quando tudo parecia nebuloso, elas foram de um efeito terapêutico fundamental na minha jornada. Elas são reais, tangíveis, pessoais em todo sentido da palavra, fizeram e fazem meu coração vibrar a cada envelope selado que recupero na caixinha.

Se você já assistiu ao filme central do Brasil, viu a figura do “escrivão de cartas” e a representação do seu papel social e histórico. A construção do retrato em movimento de um certo Brasil me emocionou muito e o retrato de Dora, personagem principal, num desfile humano-geográfico são suficientes para dar vontade a qualquer mortal a trocar cartas.

E toda minha paixão culmina aqui, nesse espaço que vamos dividir para celebrar a conexão a moda antiga.

No Conexão Analógica os interessados preenchem um formulário de inscrição em nosso site e se tornam membros e fazem conexão com as pessoas através das cartas e postais. Você gostou dessa ideia? Então vem comigo!

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